A infiel
Filme: “La infiel”, de Eitan Tzur, 2013. Produção israelense.
Um professor
e cientista famoso, de 58 anos, vive com a proposta de ser guiado pela razão. Tem
uma jovem esposa. Mas descobre que ela tem um amante. A partir desse momento, começa
uma sucessão de fatos, que levam o espectador a sentir a angústia e até o
desespero do protagonista.
Há
elementos de um filme policial, mas passa longe de Hollywood. Nos mais famosos filmes
policiais hollywoodianos o público sai aliviado pela vitória ao final. E tudo
se encerra na saída do cinema. Neste filme de Tzur, ao sair do cinema, você tem
apenas o começo de um novo capítulo.
A verdade é
que o filme sutilmente vai mostrando as debilidades da razão, de forma a revelar
o que, realmente, é o ser humano: um conjunto de emoções conflitantes. Acaba
sendo um convite a uma viagem interior para encontrar algumas coisas que,
muitas vezes, insistimos em não ver.
Enfim, muito
bom filme. Trailer aqui.
***
São filmes
como estes que nos fazem ver a clara diferença entre arte e entretenimento.
Só a arte é
capaz de verdadeiramente emocionar em
seu sentido mais radical: impulsionar para a ação, movimentar interiormente. Isto
mesmo, só a arte consegue atingir um recanto do ser humano capaz de induzi-lo a ver a si
mesmo. Quanto ao entretenimento, bom, limita-se a entreter, a distrair.
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